Mais perto do céu - Frames

Mais perto do céu

Há pouco mais de um metro e meio do chão, ele sente como se estivesse mais perto do céu. Campeão mundial em 2013, praticante de surf, skate e escalada, integrante de uma banda de reggae, o carioca Carlos Neto é considerado um dos grandes nomes mundiais do slackline, esporte que teve uma explosão de popularidade nos últimos anos.

Em viagem pela Alemanha, no meio de muito treino, o Carlos, que tem o patrocínio da HB, resolveu tirar um tempo para bater um papo com a gente. Ele contou sobre sua rotina, sobre a relação que as pessoas têm com a sua profissão. Falou também da sua paixão por música, da importância da personalidade e do estilo e, acima de tudo, das sensações de quando está sobre a fita. “Voar só depende de você. Se você pratica um esporte que te faz ter contato com altura, é normal você sentir a sensação de voar, sua mente cria essas asas. Creio que o momento com você, e só você, é uma forma de fazer uma leitura de estar voando pelo universo de possibilidades a sua frente, e que só vai depender do seu foco, equilíbrio e sagacidade de enxergar”.

FRAMES: Quantos dias da semana você treina? Como é sua rotina?

Carlos Neto: Minha rotina de treinamento varia muito, vai depender do momento do ano. Quando estou prestes a viajar em competições, treino intenso manobras específicas, quase todos os dias. Quando tenho tempo livre, que quase sempre é durante o verão brasileiro, eu treino praticando outros tipos de esporte como surf, skate e escalada. Os eventos que participo são sempre fora do país, por isso sempre no nosso inverno viajo para o verão deles, é quando as etapas do Mundial acontecem por lá.

Costuma ouvir música enquanto treina? Qual?

CN: Gosto muito de música! Tenho até uma banda de reggae com amigos locais. Costumo ouvir durante os treinos músicas no estilo Rap e Hip Hop, isso por causa do tempo das melodias. Tem a mesma batida dos movimentos do slackline, melhor dizendo, mesmo time do “bounce” da fita. Um exemplo: a banda Oriente, banda de Rap muito boa da minha cidade.

Mais perto do céu

Aliás, como é essa questão com a sua família, com as pessoas em geral. Elas levam a sério ou ainda existe um certo desconhecimento sobre o que você faz?

Já passou essa fase, hoje todos admiram o lindo trabalho que venho realizando. Como um grande profissional realizei muitos projetos superinteressantes para minha formação e para felicidade dos meus pais.

Como é que você lida com toda essa questão de publicidade, redes sociais, compromissos?

Essa relação com redes sociais muda de acordo com o tempo. Já tive pessoas trabalhando para mim na área de publicidade, mas hoje em dia trato de compromissos junto a uma pessoa que me ajuda a organizar os projetos a serem feitos. Um trabalho legal que está sendo feito por agora é a criação de um novo canal de esportes no YouTube. Além do canal, eu ainda uso bastante meu Instagram.

Acredita (e gostaria) que um dia o esporte entrasse para os Jogos Olímpicos?

CN: Não acredito que isso vá acontecer tão cedo. Minha opinião sobre isso também seria não. Slackline vem como modalidade outdoor, seria muito mais interessante e benéfico ele entrar em jogos como os X Games, Dew Tour. Acredito que teríamos mais oportunidades de patrocínios assim, por ter mais marcas envolvidas. Vejo tantos amigos atletas olímpicos sem patrocínios ou mesmo sem apoio do próprio país para participar de eventos olímpicos.  

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Fala um pouco sobre o esporte no exterior, já que você está na Alemanha agora.

O esporte aqui fora é mais visto como profissional do que no Brasil, até porque no Brasil ainda estamos em processo final de criação de uma federação brasileira. No exterior, os eventos já estão acontecendo com grandes parcerias e com grande número de público, que entende e gosta do esporte. Com isso, as pessoas aqui fora valorizam mais a modalidade.

Como foi a sensação de quando você percebeu, pela primeira vez, que tinha domínio sobre a corda?

É aquela sensação de quando se inicia algo novo e você gosta muito! Comigo não foi diferente, quando percebi que tinha jeito, não podia para de treinar novas manobras. Se torna uma brincadeira contagiante, igual quando uma criança ganha sua primeira bicicleta.

Você acha que está mais perto de voar do que as outras pessoas?

Voar só depende de você. Se você pratica um esporte que te faz ter contato com altura, é normal você sentir a sensação de voar, sua mente cria essas asas. Creio que o momento com você, e só você, é uma forma de fazer uma leitura de estar voando pelo universo de possibilidades a sua frente, e que só vai depender do seu foco, equilíbrio e sagacidade de enxergar.

Um dos seus patrocinadores é a HB, uma marca de óculos. Você costuma usar óculos enquanto treina? Você é ligado com moda?

Não tenho costume de usar os óculos HB ao praticar slackline, porque já perdi dois fazendo isso. hahahaha

Mas nas modalidades longline e highline eles caem como uma luva, super protegem minha vista durante toda a expedição.

Quais os modelos de óculos preferidos da HB?

Gosto muito dos modelos Gatsby, Nevermind, e um mais que esses que é o Storm.

Você acha que o estilo é importante na construção da personalidade, ou da personagem, do atleta?

Com certeza, da personalidade. O diferente não é estranho e sim o estilo próprio de cada um.

Se você pudesse inventar um óculos com poderes mágicos, que poderes seriam?

Difícil essa heim, mas de repente um óculos que possa fazer uma leitura rápida de tudo seria legal.

Por Vinícius Bopprê

 
Fotos: Divulgação/ Reprodução

 

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