Relembre 5 clipes que marcaram a história do rock - Frames
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Relembre 5 clipes que marcaram a história do rock

Relembre 5 clipes que marcaram a história do rock

Eles nasceram de forma despretensiosa, quase como uma experiência cinematográfica. As cenas de Gene Kelly em Cantando na Chuva (1952) e de Elvis Presley em Jailhouse Rock (1957) convidaram o público a sentir a emoção de se ouvir uma música desfrutando da sétima arte.

Os videoclipes começaram a ser amplamente utilizados no decorrer dos anos 1960. Por conta da impossibilidade de se apresentarem ao vivo em diversos lugares, os Beatles foram uma das primeiras bandas a produzir vídeos para serem exibidos em redes de televisão. Logo, o que antes era apenas uma gravação de performance, evoluiu para o que conhecemos hoje. A criação da MTV foi outro elemento impulsionador. Como em um piscar de olhos, a música já não era só música. Era uma junção de cinema, teatro e tudo mais o que se pode imaginar.

Para celebrar o dia do rock, separamos alguns clipes que marcaram a evolução do ritmo no audiovisual.

 

“Penny Lane” e “Strawberry Fields Forever” – Beatles (1967)

Direção: Peter Goldmann

Esses não são bem videoclipes. Mas ambos foram fundamentais para a criação deles. Acostumado a assistir simples performances filmadas para a televisão, o público reagiu mais que positivamente ao ver pela primeira vez os meninos de Liverpool casando, exclusivamente, cinema e música.

Mesmo já tendo inovado no filme “A Hard Day’s Night” (1964), a banda foi além ao investir em pequenos curtas para divulgar seus álbuns. “Penny Lane” foi um deles e contou com a direção de Peter Goldmann, também responsável pelo pequeno filme “Strawberry Fields Forever”.

Com eles, Paul, John, George e Ringo apresentaram não só o seu estilo para os próximos anos, como também ilustraram suas visões artísticas.

 

“Bohemian Rhapsody” – Queen (1975)

Direção: Bruce Gowers

A essa altura, alguns artistas já haviam arriscado a produção de vídeos promocionais. Mas foi só depois do sincronismo e da performance de Bohemian Rhapsody que essa prática viralizou.

Gravado em apenas quatro horas, no dia 10 de novembro de 1975, o vídeo custou cerca de quatro mil e quinhentos euros. Todos os efeitos especiais foram feitos em estúdio, e não na edição. Essa etapa, por sua vez, durou apenas cinco horas.

O vídeo inicia com a imagem dos quatro membros da banda na penumbra. Com expressões fantasmagóricas, a composição da cena é inspirada em uma fotografia da atriz Marlene Dietrich, imagem favorita da banda. A iluminação e efeitos dão ritmo ao filme. E como em uma intervenção artística, tudo ganha vida.

“Bohemian Rhapsody” é considerado por muitos o abre alas para a Music Television. Ou, como a conhecemos, MTV.

 

“You Are What You Is” – Frank Zappa (1984)

Direção: não há registro

Nessa época, videoclipes já eram usados com certa frequência para divulgar os trabalhos de artistas. Por isso, Zappa se viu forçado a produzir um para o single “You Are What You Is”, já que o mesmo seria financiado pela CBS International.

Até aí, tudo indicava que ele seria mais um clipe televisivo. Produções de artistas pop, como Michael, já mostravam dezenas de dançarinos coreografando em cenários grandiosos. Mas o que ainda não se via com frequência, eram vídeos que debatiam a ordem social.

Reproduzido em cor esverdeada, com gráficos coloridos, ele traz Zappa e Ike Willis cercados por personagens específicos. Entre eles uma freira, uma enfermeira, uma aeromoça, uma tribo africana, um homem com alface na cabeça, um membro da Ku Klux Klan, um jogador de futebol americano, um coelhinho da Playboy, um operário da construção civil, um policial, um bando de canibais e um sósia do então presidente dos EUA Ronald Reagan. Esse, sentado em uma cadeira elétrica.

Este último afetou sua transmissão, o proibindo de ser exibido na MTV americana.

 

“Smells Like Teen Spirit” – Nirvana (1991)

Direção: Samuel Bayer

Esse clipe, certamente, é um dos maiores da história do rock. Lançado há quase 27 anos, ele dominou as paradas da MTV durante um bom tempo, e ainda virou trilha sonora para qualquer filme que representasse a juventude transviada da década.

Muitos podem dizer que o segredo da criação do filme esteja nas mãos de Samuel Bayer. Mas, se hoje o diretor é conhecido por seus trabalhos com bandas gigantescas (entre elas Iron Maiden, Green Day, Metalica e Marilyn Manson), na época, ele não passava de um jovem com equipamentos de qualidade inferior. Inclusive, esse foi um dos motivos que o fez conseguir o trabalho, já que a banda queria algo mais “punk” e não “comercial”.

Por meio de flyers, cartazes e anúncios em rádios comerciais, a banda convocou jovens de 18 a 25 anos para a gravação do clipe, que ocorreria no GMT Studios, em Culver City, Califórnia. O único requisito era que estes se adaptassem aos estereótipos de ensino médio. Ou seja, “punks, nerds e valentões”.

Toda a gravação foi guiada por Samuel. Mas, ainda que tenha coreografado surpreendentemente as batidas do single com os takes das filmagens, ele contou com fortes palpites de Kurt Cobain. Um exemplo disso foi a decisão dele de pedir que os figurantes quebrassem tudo no set ao final das gravações. No fim, essa foi uma das partes mais aclamadas.

 

“Closer” – Nine Inch Nails (1994)

Direção: Mark Romanek

Essa produção conseguiu a proeza de fazer parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque. Ainda assim, ele é considerado bizarro aos olhos de muita gente.

Dirigido por Mark Romanek, responsável por produções de artistas como Madonna e Red Hot Chili Peppers, o clipe traz um laboratório no estilo do século XIX. Nele, várias referências à religião, sexualidade, terrorismo, política e crueldade com animais surgem, dando abertura as mais diversas interpretações.

Em 2006, ele foi eleito o melhor clipe de todos os tempos pela emissora de televisão VH1.

 

“Everlong” – Foo Fighters (1997)

Direção: Michel Gondry

O viés cômico já era uma marca registrada da banda. Mas foi a partir da construção da narrativa que o vídeo ganhou sua merecida fama.

Dirigido por Michel Gondry, mesmo cineasta responsável pelo filme “O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004), o clipe é um paródia ao longa “A Morte do Demônio” (1981). A partir da ilusão do sonho, os personagens interpretados pela banda lutam contra os seus medos e ainda assim vivem situações que remetem a diferentes interpretações literárias.

“Everlong” recebeu as indicações de Melhor Clipe de Rock, Melhor Direção e Melhores Efeitos Especiais no MTV Video Music Awards de 1998.

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