As musas do rock brasileiro – Frames

As musas do rock brasileiro

Seus solos de guitarra e bateria certamente caracterizam popularmente esse estilo que hoje dialoga com diversas referências. Nascido nos subúrbios dos Estados Unidos, o Rock se tornou uma das vertentes mais marcantes e populares da música mundial. Desde 1985, o dia 13 de julho é reconhecido no Brasil como o dia oficial da celebração ao gênero, e recebe no decorrer de suas horas diferentes celebrações ao estilo que marcou décadas e que nos presenteou com musas incríveis.

A mistura de blues e country chegou ao Brasil na segunda metade da década de cinquenta, e logo com a sua chegada se fez presente nas vozes de personagens como Tim Maia, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Jorge Ben. Na época, Celly Campelo já comandava as rádios como pioneira no rock nacional, mas foi no programa a Jovem Guarda que o gênero recebeu uma das musas mais marcantes da década de 60: Wanderléa. A cantora, com seu estilo próprio, influenciou por completo as jovens da época que logo copiaram suas roupas, penteados e calçados.

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Apesar do seu pioneirismo, o movimento gerado pela Jovem Guarda gerou certa reprovação por suas fortes referências ao estilo popular estrangeiro. Foi então que figuras ilustres deram força a MPB, fusão de dois movimentos musicais: bossa nova e engajamento folclórico. Entre seus nomes estão Jair Rodrigues e a impetuosa Elis Regina, que se tornou uma referência nacional por sua potência vocal e incomparável presença de palco.

Indo contra ao estilo iê-iê-iê (canções que se assemelhavam ao som dos Beatles), nasceu a Tropicália. O estilo, que é uma mistura de ritmos nacionais com o rock psicodélico, sofreu forte repressão da indústria musical, porém em 1966 o programa de Ronnie Von despontou uma nova banda que traria outra musa para o rock brasileiro. O grupo Os Mutantes foi formado por Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e ninguém menos que Rita Lee, que até hoje é conhecida como a “Rainha do Rock Brasileiro”.

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“ Quando entrei para a música, percebi que a ‘tchurma’ dos culhões reinava absoluta, ainda mais no rock. ‘Oba’, dizia eu, ‘é aqui mesmo que vou soltar a franga e, literalmente, encher o saco deles”, conta Lee em uma entrevista exclusiva a revista Rolling Stone.
Influenciados pelos novos ares trazidos pela Tropicália, um novo grupo surge na década de 70 em solo baiano. A mistura de elementos da bossa nova, do frevo, do baião, do choro, do afroxé e, é claro, do rock’n roll marcaram e marcam o som dos conhecidos Novos Baianos. O grupo formado por Moraes Moreira (compositor, vocal e violão), Pepeu Gomes(Guitarra), Paulinho Boca de Cantor (vocal), Dadi (baixo) e Luiz Galvão (letras), contava com a voz marcante de Baby Consuelo, que logo conquistou o Brasil com seu charme e simpatia.

 

Hoje Baby é conhecida como Baby do Brasil. No final dos anos 90 se converteu ao evangelismo, e anos depois criou o seu próprio segmento, o Ministério do Espírito Santo de Deus em Nome do Senhor Jesus Cristo.

 

 

Nomeada por diversos especialistas como a época da popularização do gênero, a década de 80 apresentou uma verdadeira “explosão” do rock’n roll no país. O solo carioca estava a respirar puro rock. A cidade recebia constantemente festivais e circuitos para bandas do gênero, que saiam das garagens de pequenos bairros para os grandes palcos do estado.  Blitz, Barão Vermelho e Os Paralamas do Sucesso são apenas parte dos grupos que despontaram no período.

Inicialmente com o nome  Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, o grupo formado por Beni Borja, Cláudio Infante, Kadu Menezes, Leoni e Pedro Farah trouxe consigo uma nova personagem feminina para a cena rock’n roll do país. Paula Toller, no período, abandonou a faculdade para se juntar ao grupo, e junto aos meninos se destacou como a banda com maior número de hits radiofônicos no Brasil.

 

Nos anos seguintes a tendência foi apenas o nascimento de outras musas, que se inspiraram nos hits e tendências lançadas por suas precursoras. Nomes como Fernanda Takai, Pitty, Megh Stock e Fernanda Abreu são apenas alguns que despontaram na sequência dos anos, e que fazem questão de mostrar que a mulher pode ser ousada e livre ao ocupar o lugar que quiser.

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