Frames Sessions #1: BLUBELL – Frames
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Frames Sessions #1: BLUBELL

Frames Sessions #1: BLUBELL

O que São Paulo e a Blubell têm em comum é a pluralidade, a mistura. Da parte da cidade, porque serve de abrigo, às vezes gentil, às vezes severo, para uma infinidade de pessoas que chegam a todo o tempo de todas as partes do Brasil. E do mundo, claro. Lugares estes que, além dessas pessoas e suas próprias histórias, trazem as referências, ou os elementos, para artistas que se aproveitam da rua para, por sua vez, formar sua própria pluralidade. Como a Blubell, que absorve do cotidiano de São Paulo não só as histórias para suas composições, como também os sons e os ritmos que formam seu conceito estético.

Se é pop, se é jazz, se é MPB, pouco importa. Como ela costuma dizer, música brasileira é aquela feita por brasileiros. E pronto. Assim, em seu primeiro disco, Blubell deu um jeito de fazer um cover do Paul McCartney, anda por aí fazendo shows com temas clássicos da Madonna adaptados em jazz e já até ganhou prêmio por disco em língua estrangeira. Sem falar nas músicas que foram usadas em séries e filmes. Você deve se lembrar de Chalala, que abria a minissérie Alice (2009).

Mas dessa época pra cá, muita coisa rolou. Se durante o sucesso na série, Blubell, que até mudou de nome e deixou sua identidade um pouco mais brasileira como sugestão do Arnaldo Antunes, não tinha sequer um disco para enviar para as rádios e divulgar seu trabalho, a Blubell de hoje, em suas próprias palavras, faz as coisas do seu jeito. Deixou o jazz aflorar, deixou a diva de lado e hoje é conhecida por suas letras biográficas, confessionais, que não deixa escapar as peripécias de um famoso homem-pavão que vive pela cidade.

Meio calça jeans e camiseta, como ela se define fora dos palcos, a Blubell caminhou com a gente pelo Minhocão, falou sobre sua relação com a cidade e, junto de seu cãozinho Zé, fomos até o seu apartamento, onde ela cantou algumas de músicas suas já bem conhecidas e outras recém-saídas do forno, lançadas em seu último trabalho, que se chama Confissões de Camarim (2016).

Por Vinícius Bopprê

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