Independência no Reino da Dinamarca – Frames
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Independência no Reino da Dinamarca

Independência no Reino da Dinamarca

Há oito anos, na Dinamarca,  Allan Petersen apostava tudo em uma ideia no mínimo ousada. No papel, o conceito era simples: óculos inovadores e armações com DNA único, sem usar os modelos clássicos como referência. Com uma equipe inspirada de designers esse objetivo seria rapidamente alcançado. Na prática, o problema, no entanto, era outro – os gigantescos grupos de moda já consolidados no mercado.

O próprio Allan Petersen, CEO da Monoqool, contou pra gente como até hoje sua grife faz para driblar a grande indústria e se estabelecer cada vez mais no mercado independente. “O mundo dos óculos é dominado por enormes grupos que usam marcas licenciadas para conquistar os consumidores. Fora isso, também existem as grandes cadeias nacionais de loja que complicam o trabalho dos vendedores de pequeno e médio porte, que acabam ficando com um fatia muito pequena das vendas. Mas eu não vou mentir, é esse desafio que me motiva. Até porque, as grandes grifes também possuem fraquezas. Uma delas, por exemplo, é o fato de não conseguirem se adaptar aos gostos específicos dos usuários de determinada região, oferecendo os mesmos produtos no mundo inteiro. No nosso caso, uma loja local e independente, nós conseguimos selecionar uma série de armações legais para fazer uma coleção extremamente particular”.

E é para se diferenciar dos concorrentes que a marca usa um processo bem peculiar. A Monoqool conta com uma linha em que suas armações são feitas inteiramente por impressão 3D. A coleção “IQ Mini Series”, lançada recentemente, tem modelos com apenas seis gramas, nas mais diferentes cores e estilos. “Desenvolver novas ideias e novas tecnologias é algo recorrente no nosso dia a dia. Eu tenho certeza que em um futuro próximo a impressão 3D terá um grande impacto na indústria. Existem muitas vantagens em se trabalhar com esse tipo de matéria-prima. Além de ser superleve e de rápida produção, eles são muito confortáveis. Se você pensar que a maioria dos usuários de óculos corretivos ficam com eles no rosto por cerca de 16 horas, isso é muito importante”, explica Allan.

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Um dos óculos da coleção, inclusive, foi destaque no Silmo 2016, maior evento de moda óptica da França, e um dos maiores do mundo. O “The Actor” é com certeza o modelo com o design mais único de toda a linha IQ Mini Series. “Quando iniciamos nossa nova coleção, nós queríamos um modelo inspirado na velocidade e, claro, que fosse bonito, porque nós fazemos armações que a pessoa irá usar por um longo tempo. Assim chegamos ao design do The Actor, que se parece com uma bicicleta, e é isso que eu mais gosto nele.”

Por último, Allan Petersen manda um recado especial aos usuários de óculos corretivos. “Eu só gostaria que as pessoas entendessem quão grande é o impacto que os óculos podem causar no seu estilo. Eu acho que todo mundo deveria ter no mínimo dois, três pares de óculos, para mudar o look drasticamente. O essencial é se divertir com seus óculos, isso faz toda diferença”, conclui o CEO.

Por Guilherme Torres Vieira

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