3 décadas, 3 musas do rock, 3 óculos - Frames
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3 décadas, 3 musas do rock, 3 óculos

3 décadas, 3 musas do rock, 3 óculos

A cena rock sempre foi dominada pelos homens? Até pode ser verdade que eles tiveram mais espaço, mas mais verdade ainda é que as grandes musas do rock batalharam em dobro para mostrar para o mundo seus talentos, vencendo um monte de preconceitos. Dos anos 70 aos 90, em um movimento que se estende até hoje, os palcos foram dominados por elas. Inspirada nessas mulheres fortes, a Secret Eyewear criou três novos modelos solares, que foram apresentados na Arjosul 2016. Para apresentar as armações, nada melhor que um perfil triplo daquelas que nomearam os lançamentos: Kim, Patti e Debbie.

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Kim Gordon:

Uma artista múltipla. Musicista, artista plástica e estilista, Kim ficou bem conhecida no Sonic Youth, banda de rock alternativo em que era baixista, guitarrista, vocalista e mais, idealizadora. O sonho começou bem cedo, na Universidade York, longe da sua casa em Los Angeles, no Canadá.

Logo em 1981 ela e Thurston Moore, seu namorado, formaram, ao lado de Lee Ranaldo, o Sonic Youth, que não só ficou na cena do indie rock até 2011, como ficou fazendo sucesso. Em 2013 começou sua nova banda, a Body/Head, já com lançamento de disco, o Coming Apart. Nas artes visuais, ela é bem conhecida pela curadoria que tem sido exibida nos EUA, Japão e Europa.

Como atriz Kim também tem seu espaço. Em Last Days, biografia fictícia de Kurt Cobain, que por acaso era um grande amigo, ela foi fundamental. Passeando pelos episódios de Gilmore Girls e Gossip Girl também a encontramos. 20 discos e 35 anos depois Kim inspirou o modelo Secret que traz muito o estilo alternativo dos anos 90, com uma mistura de retrô e moderno, com referências do clássico gatinho.

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Patti Smith:

patti-smith-3O movimento punk rock não seria nada sem ela, a “poetisa do punk”, Patti Smith. Em 1975, com seu álbum de estreia Horses, ela explodiu, se tornando uma das mulheres mais influentes do rock, trazendo todo o teor intelectual e feminista para o gênero musical. A história dela já começou poética, aliás, quando trabalhava na linha de produção de uma fábrica, se sentia sufocada e experimentou a salvação em um livro do poeta francês do século XIX, Arthur Rimbaud. A história virou o primeiro single, ela, um sucesso.

Depois de uma época de longo isolamento, em que seu único trabalho foi uma breve turnê com o ícone Bob Dylan, Patti gravou um disco tributo para seu amigo Kurt Cobain e voltou com tudo, gravando e fazendo curadoria de festivais de música ao redor do mundo. Seu envolvimento com literatura só cresceu com o passar do tempo, e contribuiu para fazer dela uma poetisa da música. Sua participação política sempre foi muito ativa também, apoiando campanhas presidenciais e falando abertamente sobre voto e questões públicas.

O último disco gravado em estúdio de Smith é de 2012, o Banga, que foi inspirado em suas observações e sonhos únicos e teve a participação de muitos músicos convidados, incluindo o Tom Verlaine. Toda a atmosfera da cena punk nova-iorquina dos anos 70, do auge de Patti, está no modelo quadrado com hastes e ponte de metal da Secret, que recebeu o nome da cantora.

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Debbie Harry:

A frente da banda de new-wave Blondie, a atriz, compositora e cantora, Debbie foi responsável por uma quantidade enorme de criações que se tornaram hits nos anos 70 e 80. Ela é reconhecida por muitos como a primeira rapper a atingir o topo das paradas, com o trabalho em “Rapture”. Despojada, sexy e cool, Debbie foi uma das precursoras no estilo punk, com uma mistura de reggae, ska e funk, abrindo portas para várias cantoras que vieram depois, como Madonna.

Além do sucesso em Blondie, e da carreira solo que começou em 1981 com o álbum KooKoo, Debbie atuou em mais de 30 filmes, entre eles o Hairspray em 1988. A banda teve um intervalo de 15 anos sem shows, e voltaram a se reunir em 1998. Nesse tempo todo, dentro ou fora do grupo, ela foi a que acabou tendo mais destaque no mundo artístico. Quebradora de tabus e extremamente independente, Debbie se tornou um ícone.

Aos 71, hoje ela diz curtir o processo de envelhecimento e continuar na cena, sempre abordando os temas que são tão característicos em seu trabalho, como o sexo. Resgatando os anos de seu início e em uma homenagem às performances impecáveis e polêmicas, o modelo Debbie reproduz a combinação da atitude punk rock com a beleza da cantora.

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